Novena de Natal - Oitavo Encontro

Novena de Natal - Oitavo Encontro

Ser humilde de coração e pobre de espírito

“Nasceu para vocês o Salvador, que é o Cristo Senhor” (Lc 2,11)

O anjo disse aos pastores: Não tenham medo! Anuncio a vocês uma grande alegria, que será também alegria para todo o povo: hoje, nasceu para vocês o Salvador!(Lc 2,10).

Nada de maravilhoso, nada de magnífico é dado como sinal aos pastores. Eles verão somente um menino envolto em panos que, como toda criança, precisa dos cuidados. Um menino que nasceu num estábulo e, por isso, não está deitado num berço, mas numa manjedoura, ou melhor, num cocho de animais.

 O sinal de Deus é aquele menino. É a simplicidade. Deus se faz pequeno por nós. Somente com o olhar do coração os pastores puderam ver naquele menino o Salvador prometido.  Os anjos cantavam glória a Deus. Sim, só Deus é digno de glória, Por isso, com grande alegria no coração, recitemos o Glória, aquele que rezamos nas missas dominicais:

Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso: nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai: Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo. Só vós, o Senhor. Só vós o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.

 

TESTEMUNHO – DEUS NO POBRE

Sou caminhoneiro. Eu estava parado em um posto de combustível e, como sempre acontece, chegou um mendigo sujo, mas sóbrio. Pediu-me ajuda. Eu peguei algumas moedas e as entreguei a ele. Quando eu ia saindo, um tanto irritado pelo incômodo e tempo perdido ao atendê-lo, surpreendentemente ele segurou a porta do caminhão e disse: Você não vai sair antes de rezar esta oração. Entregou-me uma oração de São Cristóvão. Pensei comigo: e agora? O que será que ele está querendo? Mas peguei o folhetinho com o santinho e rezei. Quando fui entregá-lo, ele pegou firme a minha mão e a beijou. Fiquei sem palavras. Senti que aquele homem não era um mendigo. Olhei para ele sem entender o que estava acontecendo. Estava me sentindo pequeno diante da grandiosidade dele. Perguntei-me do porquê daquele gesto. Por que tanta humildade comigo, se nem ao menos havia lhe dado muita importância? Assim, nos despedimos e segui minha viagem refletindo sobre o acontecido. No encontro da Novena refletimos sobre as muitas formas de Jesus vir ao nosso encontro. E eu senti ter encontrado Deus naquele pobre. Quão humilde ele foi. Que experiência de santidade demonstrou. E me fez enxergar que nós podemos, através do amor, encontrar Deus e levar nosso irmão à conversão, em qualquer lugar (Alecxandro Ramella – Marialva – PR).

GESTO CONCRETO

Gustavo dos Santos Pereira, de Cerejeiras, estado de Rondônia nos escreveu: Houve grande animação em nosso grupo de Novena. Muitas pessoas se entusiasmaram e o grupo foi crescendo. No último dia de encontro a maioria das famílias de nossa pequena comunidade já era participante. Ah, como foi edificante aquela última celebração em que cada um trouxe um prato de alimento para ser partilhado. Aquele dia jamais será esquecido!

Sugerimos como gesto concreto para o próximo encontro: cada família poderia trazer algo para a confraternização e também um quilo de alimento, não perecível, para doar aos pobres (caso não haja pobres na comunidade pode-se levar os alimentos até a igreja matriz, que encaminhará às famílias necessitadas)