Vaidade e felicidade

Vaidade e felicidade

É preciso identificar as nossas vaidades. Não para explicar o uso de roupas ou a ostentação. Mas para não nos deixarmos perder em nosso orgulho e esquecer que somos pó, e ao pó voltaremos. Vaidade e orgulho andam de mãos dadas e, em geral, nos fazem infelizes. Por quê? Porque, lá no fundo e raivosos, sabemos que há um vazio (vaidade), que o mundo não gira ao nosso redor, que as nossas intenções revelam o nosso egoísmo, e que a morte vem. E, dia após dia, a pretensa felicidade do “eu sou mais eu” se rende à angústia de que não somos tudo o que pensamos ser, e que precisamos sempre de ajuda - do outro e de Deus. “Vi todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo é vaidade e correr atrás do vento” (Eclesiastes 1.14). E Deus, preocupado e amoroso, revela a nossa vaidade e orgulho como um remédio amargo, nos colocando em nosso lugar. E desse lugar, ele nos resgata com o perdão de Jesus. E oferece a verdadeira alegria: a dele. A alegria de uma vida não apenas útil, mas em conexão com o próprio Criador, em comunhão com os outros. Sem vazio, sem vaidade, descansamos e confessamos em paz e felicidade eternas: “Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro pertencem o louvor, a honra, a glória e o poder para todo o sempre!” (Apocalipse 5.13).

 

Oração: Deus, afasta de mim o vazio, a vaidade de colocar a mim mesmo em primeiro lugar e não a ti. Perdoa-me, dá a humildade de servo teu. Amém.

  • A Ilustração refere-se a uma cena do filme: O Retrato de Dorian Gray (em inglês: The Picture of Dorian Gray) é um romance filosófico do escritor e dramaturgo Oscar Wilde.