Hedonismo: O prazer acima de tudo? Parte I

Hedonismo: O prazer acima de tudo? Parte I

Das diversas correntes de pensamento mais comuns na pós-modernidade, uma delas é o hedonismo. Embora sua origem remonte a cerca de 435 anos antes de Cristo, poucas filosofias são tão perigosamente atraentes por se relacionarem diretamente àquilo que se tornou o objetivo de vida de tantas pessoas: o prazer.

Para o hedonista, só se deve buscar aquilo que dá prazer , enquanto qualquer fonte de dissabores tem que ser imediatamente eliminada em prol de uma vida voltada exclusivamente para satisfazer a própria vontade. Nem é preciso pensar muito para perceber erros e enganos nesta filosofia, mas vamos nos voltar à visão cristã e conferir o que a Bíblia diz a respeito.

 

Origem

 

O fundador da filosofia hedonista seria o grego Aristipo de Cirene, um dos vários filósofos que surgiram na época de Sócrates. Para Aristipo, a alma humana tinha dois estados, sendo a dor e o prazer. O prazer seria o “movimento suave do amor” e, assim, é o único caminho para a felicidade. Além disso, entendia que a importância do prazer corpóreo era tão grande que não importava sua origem, ou seja, vale tudo: estupro, pedofilia, bestialidade, incesto, homossexualidade e todo tipo de bizarrice.

 

Mesmo naquela época, o hedonismo “cru” era considerado uma prática reprovável, a ponto de ser alterada por outros pensadores, como Epicuro de Samos, fundador do Epicurismo, que reafirmava a importância do prazer, desde que ele viesse da eliminação de elementos que causam a dor, inclusive aos outros. Em outras palavras, os epicureus tentaram redirecionar a busca do prazer sem parâmetro dos hedonistas para algo que não fosse apenas sexual ou sensorial, mas um pouco mais construtivo, como boas atitudes para com o próximo e socorro aos necessitados. O epicurismo também não é materialista e entende que adquirir bens não necessariamente leva a um estado de prazer. Mesmo assim, o epicurismo é uma maquiagem, pois o cerne do conceito hedonista ainda está lá: o prazer é o fim, o motivo de existência do homem na face da terra. Paulo, em sua visita a Atenas, discutiu com epicureus ao pregar o Evangelho do Reino (At. 17:18).

“E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição.”

Atos 17:18