07 de janeiro de 2019

07 de janeiro de 2019

07 de janeiro

 

Saber falar e saber calar; não sabemos o que será mais fácil ou mais difícil, mais conveniente ou mais meritório.
Calar a seu próprio respeito, é humildade; não falar de si, quando se sente o desejo de expor os próprios méritos ou as próprias idéias ou iniciativas – é sinal de verdadeira humildade.
Calar os defeitos alheios, é caridade; não criticar os outros, suas atitudes, suas intenções, seus atos; não emitir julgamentos comparativos; não falar tanto dos outros, sempre com um desejo de crítica ou pessimismo – é certamente caridade.
Calar em tempo, é prudência; não falar quando nos sentimos com o impulso da reação, quando nos vem na ponta da língua toda uma série de palavras, insultos ou afrontas – isso é prudência.
Calar na dor, é heroísmo; não tratar de despejar nos corações dos outros os nossos próprios sofrimentos, as dores íntimas; torná-los participantes não tanto das dores, porém das alegrias, reservando para nós próprios as dores – isto é heroísmo.

“Mas Jesus se calava e nada respondia” (Mc 14,61).
“O homem sábio guarda silêncio” (Provérbios 11,12)
“Há quem se cala e é considerado sábio e quem se torna odioso pela intemperança no falar... O sábio permanece calado até o momento (oportuno), mas o leviano e imprudente não espera a ocasião” (Eclo 20,5-8)