09 de janeiro de 2019

09 de janeiro de 2019

09 de janeiro de 2019

“A esperança é a última que morre”. Quantas vezes ouvi ou talvez você mesmo tenha proferido esta frase!
E não é que seja fora de acerto, mas acontece que pode ser entendida de maneira errada e, com isso, converter-se num anestesiante das forças do espírito.

Esperar e deixar-se embalar; esperar .... e aguardar passivamente; esperar... e adormecer; esperar... e enganar-se. Tudo isto constitui formas diversas de covardia, de inação, de preguiça; são formas com as quais acobertamos estados psíquicos que temos, pouco confessáveis para nossa própria consciência.
Em compensação, trabalhar com perseverança, esforçar-se com bravura, pensar seriamente em ordem à ação, confiar em si mesmo e confiar em Deus, esperar que nosso esforço pessoal há de triunfar e que para isso Deus nos ajudará, isto é verdadeiramente “esperança”.
A esperança não pode inibir, não pode alienar; a esperança solta melhor as asas e impele para a ação.

Se depositamos toda a nossa confiança no Senhor, forçosamente deveremos esperar por sua ajuda. “Feliz o homem que pôs sua esperança no Senhor” (Sl 40,5). “Só em Deus repousa a minha alma, é dele que me vem o que espero. Só ele é meu rochedo e minha salvação; minha fortaleza; jamais vacilarei. Só em Deus encontrarei glória e salvação. Ele é meu rochedo protetor, meu refúgio esta nele” (Sl 61,6-8).