Obrigado, Madalena

Obrigado, Madalena

OBRIGADO, MADALENA

Há cartas que ilumina, projetam luz, descortinam horizontes, rasgam paisagens, apontam rumos, trazendo à tona maravilhosos mundos.
Há cartas que mexem lá dentro, onde o essencial acontece.
Há cartas que dizem pouco, que nos deixam indiferentes. Nem melhores nem piores do que antes.
Outras, nos derrubam do cavalo, nas estradas de Damasco do cotidiano.
Há cartas que dizem tanto, tanto, em poucas linhas.
Há cartas que dizem tudo, mesmo que esta não seja a intenção do missivista. Nas cartas somos muito humildes, em geral.
Obrigado, Madalena. Tua carta me disse tanto, em poucas linhas. Tua carta veio provar-me a riqueza viva, às vezes apenas em potencial, das almas jovens, que sonham com a vida. Das almas jovens que se transformam, milagrosamente, quando Cristo entra na vida delas.
Obrigado, Madalena. Uma pequena carta, como a tua, tem o condão de reconciliar-nos com a existência, com nossos irmãos. Por isso, inseri-a neste livro.
Tenho certeza que muitos te abençoarão e agradecerão, de longe, depois de ler tua substanciosa mensagem. Substanciosa, embora tão simples. Profunda, embora tão pequena. É o valor das pequenas coisas, na vida de cada um de nós.
Madalena, até mesmo artistas como Dina Sfat deveriam ler a tua carta, não achas? Se isso é elogio para ti, recebe-o com humildade e alegria.

Lições da vida:

Mesmo entre os escombros pode esconder-se uma jóia perdida.
Entre as ruínas sempre poderá nascer uma flor.
A felicidade cresce e frutifica quando acreditamos no amor.