Como anda nosso testemunho de vida cristã?

Como anda nosso testemunho de vida cristã?

Em nossa vida cristã, se cultivarmos o bom testemunho, provavelmente teremos ganhos, e não perdas, de pessoas para o Reino de Deus!

 

Há algum tempo encerrei a leitura do livro de Lee Strobel: Inteligência espiritual – Como alcançar os que evitam Deus e a igreja. Em um dos capítulos, o autor termina sua reflexão com a seguinte indagação: “Estou vivendo de modo a atrair ou a repelir os não frequentadores de igreja?”. Esta pergunta nos faz rever nossas atitudes em relação à sociedade e à igreja.

 

Lamentavelmente, ainda ouvimos notícias a respeito de pessoas que se dizem cristãs, mas se envolvem em escândalos. Isto se dá em várias partes do mundo. O fato é que tanto o comportamento adequado como o não de alguém que afirma uma fé em nos ensinamentos de Jesus Cristo, chama atenção. Basta acontecer algum deslize, que muitos apontam: “ele(a) é católico(a)”. Quando dizemos que somos católicos, certamente teremos nossas ações questionadas. As pessoas estão focando no nosso testemunho de vida, pois pregamos uma mensagem de amor e transformação.

 

Jesus declarou o seguinte: “Vós sois a luz do mundo”… ”Vos sois o sal da terra” (Mateus 5.13-16). Como luz e sal, só nos resta, então, fazer a diferença em uma geração cujos valores e princípios estão desmoronando a cada dia. “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus (v.16)”.

 

A Bíblia aponta vários personagens que deram um péssimo testemunho de vida, como também menciona pessoas que foram modelos a serem seguidos. Nunca é tarde para revermos nossa postura de vida cristã. Aqui cabe uma ótima recomendação de Augusto Cury: “Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia aprende com os erros dos outros”.

 

O alvo é sermos irrepreensíveis em tudo que somos e fazemos. Com a graça de Deus, isto é possível. “… mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos que estão a deriva na fé e nas ações, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação”…”Pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai todos com honra, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei” (1 Pedro 2:12-17).

 

Através de um modo de vida autêntico, podemos realmente ganhar as pessoas para Cristo e ter autoridade para repudiar qualquer situação que fere nossos valores morais de conduta. O problema é que, às vezes, queremos exigir, reivindicar e apelar para algo em que não somos exemplos. Albert Schweitzer foi um teólogo, músico, filósofo e médico alemão, nascido na Alsácia e autor de uma frase que vem a calhar neste artigo: “Dar o exemplo não é a melhor maneira de influenciar os outros – é a única”.

 

Como seguidores de Cristo e do Evangelho que fazem parte de uma denominação cristã, temos que ter todo cuidado com nosso proceder. Através de nossas atitudes negativas podemos ser uma pedra de tropeço na vida das pessoas. Quanto a isto, Jesus deu seu alerta: “Ai do mundo, por causa dos tropeços! pois é inevitável que venham; mas ai do homem por quem o tropeço vier!” (Mateus 18:7).

 

Como está nossa credibilidade perante a igreja, a família e a sociedade? E o nosso testemunho de vida perante as pessoas? Temos crédito na praça? Nosso exemplo de vida cristã está atraindo ou afastando as pessoas de Deus e da igreja?

Em nossa vida cristã, se cultivarmos o bom testemunho, provavelmente teremos ganhos, e não perdas, de pessoas para o Reino de Deus!

Texto adaptado de Ademir Almeida